Clássicos

by escrever como?

Marco Polo “criou” o género ao escrever “As Viagens” (no original Il Milione) sobre a sua própria experiência ao longo da famosa “Rota da Seda”, de Itália à China, no século XIII.

Fernão Mendes Pinto, no sec.XVI, foi um dos mais ilustres continuadores deste género com a “Peregrinação”, relatando suas aventuras e desventuras, da Índia ao Japão, na “Rota das Especiarias”.

Muitos autores limitam-se às viagens de outros, principalmente se forem relatos fantásticos como é o caso das “Aventuras de Gulliver”, de Jonatham Swift (sec.XVIII).

Bem distinto dos anteriores, a “Epopeia de Gilgamesh” (cerca de 2500 a.C) relata a viagem desesperada de Gilgamesh à procura da Imortalidade, sem que disso tire proveito, nem alegria.

Muitos autores se inspiraram em livros como estes para recriarem suas viagens, imaginárias ou não.

Os livros são, por vezes, intoxicantes: viciam o leitor, infectam-no de ideias estranhas, abrem-lhe as “portas da percepção” (Aldous Huxley), metamorfoseando-o em alguém que quer “viver para contá-la” (G.G.Marquez), tornando-se ele próprio, autor. E, com um pouco de talento, o ciclo da contaminação prossegue.

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