Mudando a perspectiva

by escrever como?

E há a visão alternativa: “A ideia de viajar nauseia-me./ Já vi tudo que nunca tinha visto./ Já vi tudo que ainda não vi (…) Ah, viajem os que não existem!”, dizia Bernardo Soares no “Livro do Desassossego”, no sec.XX.

Cem anos antes, do lado de lá do Atlântico, H.D. Thoreau experimentara retirar-se para a floresta por um ano, para “viver profundamente e sugar o tutano da vida”, dando origem, anos depois, a “Walden, ou a vida nos bosques”. No livro, tanto elogia os benefícios da Literatura Clássica (de preferência lida no original), como adverte para que esta não substitua a experiência da vida em si mesma.

Em conclusão, diz que “é mais fácil navegar muitos milhares de milhas através do frio, do vento e dos canibais, num barco do governo com quinhentos homens e rapazes a bordo para se entreajudar [referência a uma expedição norte-americana aos Mares do Sul], do que explorar o mar interior, os Oceanos Atlântico e Pacífico, de alguém que esta só”.

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