Palavras, “paroles” e parolices

by escrever como?

Fazendo mais uma vez a ressalva de que não há receitas, e toda a experimentação é legítima desde que não se indigne com a opinião crítica, chamo a atenção para a escolha das palavras: se são banais e previsíveis, se são insólitas e incompreensíveis, se são raras e pedantes.

A mim fascinam-me palavras banais, insólitas no contexto, mas apropriadas para a intenção geral do poema e para a estrutura que o suporta.

Por vezes, palavras com sabor antigo, erudito ou popular, que nos obriguem a saboreá-las ao ler ou dizer.

"O espantoso

O espantoso POETA-BOT apresenta: Então queres ser um poeta?
“A vida não é uma festa,/É como pastilha elástica/Na tua testa”             “?”                           …………………………………………………………………Exercício #97: escreve uma canção sobre o desespero. Canta-ao teu gato.

E pudor na adjectivação, assim como ousadia no verbo.

Há palavras repetidas? Desde que seja intencional, cumprindo o efeito pretendido, tornam-se fortes. De outro modo…       (ver nota)

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