Escrevinhador ou escritor: eis uma questão.

by escrever como?

Memórias, ficções ou poemas muitas vezes apresentam-se num português sofrível, alternando frases excessivamente curtas (e insuficientes para o entendimento e o desenvolvimento do tema) com outras longas de mais (divagando de modo despropositado, ou abusando das perífrases, da voz passiva, dos detalhes).

Ocorreu um erro. Digo isto na voz passiva para evitar ter de assumir qualquer responsabilidade pessoal.

Ocorreu um erro. Digo isto na voz passiva para evitar ter de assumir qualquer responsabilidade pessoal.

A bengala de que se fala no post anterior muitas vezes surge associada a textos de difícil entendimento por falta de clareza na exposição de ideias e factos, pela precária estrutura que as sustenta e na desproporção das partes entre si. Como se o autor tivesse mais prazer (ou urgência) em escrever suas coisas assim como lhe ocorrem do que em fazê-lo seduzindo (ou comunicando com) um hipotético leitor.

Em qualquer das situações, os textos precisam de maior qualidade formal (gramática, vocabulário) e de que o autor tenha noção das exigências próprias da expressão escrita (em contraponto ao fio dos seus pensamentos ou à expressão oral).

Se o fizer intencionalmente, deverá assegurar-se se o efeito pretendido é eficaz. Por exemplo: o texto desenrola um novelo de ideias, expressões e estórias conforme estas acorrem ao narrador (que pode ser um personagem).

Uma análise crítica verificará se o efeito é voluntário; sendo voluntário, se é eficaz. Se essa eficácia é consistente com os propósitos do texto, já é outra coisa que irá analisar depois.

Mundo Monstro

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