A bem dizer, e sem faltar à verdade…

by escrever como?

Poesia e ficção à parte, a composição dum livro que relate factos, acontecimentos, memórias, pessoas de carne e osso, é muito menos exigente do ponto de vista literário, mas rigorosa no escrúpulo em dizer a verdade.

Para complicar, apetece-me perguntar de seguida: será a realidade mais verdadeira do que a ficção? E o discurso objectivo mais real do que o poético?

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Abrir parênteses. Atenção, leitor apressado ou acabado de chegar a este blog: quem escrevinha estas linhas é mais do jeito de lançar pedras ao telhado do vizinho do que de levantar alicerces em terreno firme.

Outra forma de dizer que tem como objectivo problematizar, mas não o de dizer como se faz isto ou aquilo. Fechar parênteses.

Uma analogia clássica é a da verdade da fotografia. Esta retrata a realidade tal qual é, sem artifícios, tal como a capta o olho humano. Será mesmo? E se assim é, o que dizer da fotografia animada (vulgo cinema)?

implícitos no texto verbal 1_thumb[3]

Ou seja, e este é o meu ponto: quem pretende escrever sobre determinado assunto ou determinado acontecimento/pessoa, poupa-se às canseiras e desafios a que se submete o escritor duma narrativa ficcionada?

Sim, claro, evidentemente. Ou muito pelo contrário, na verdade.

Jesus cartoon Dahmer

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