Fantástico ou simplesmente banal

by escrever como?

O escrevinhador, principalmente quando jovem, deseja escrever uma história memorável que agarre o leitor da primeira à última página. Na verdade, quem não deseja o mesmo em qualquer altura da vida?

Os patos recuperaram a superioridade no reino animal.

Os patos recuperaram eminência no reino animal.

Pode ter, desde o início, o tema e o enredo perfeitamente definidos, mas ainda não se sentindo firme na escrita, insatisfeito com a diferença entre o que quer e aquilo que consegue produzir. É normal, e a frustração é mesmo muito salutar se o obriga a rever persistentemente os detalhes.

Também pode ter a tentação de imitar o tema e o estilo de outros autores, quando não o próprio enredo e seus personagens. Comercialmente até lhe pode correr bem ou, pelo menos, muito melhor do que se seguir uma via original.

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O mais certo é cair na armadilha dos estereótipos de que venho a falar nos últimos posts: sem voz própria, reciclando materiais excessivamente explorados, a obra oscila entre o tédio e o ridículo.

Mas não é propósito do escrevinhador deste blog moralizar, pois a realidade já provou o que acima se disse e o seu contrário: é possível ter êxito com um produto estereotipado. Os cínicos dirão que, em regra, nem é possível de outro modo.

Ora, muitas vezes o que ocorre ao escrevinhador contar é uma história banal, de gente comum, num mundo rotineiro e familiar. Obviamente, está condenado ao insucesso. Ou talvez não. Depende.

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O tema banal pode ser tratado de forma extraordinária, do mesmo modo que o tema fantástico pode ser tratado de forma banal. E a medida do sucesso comercial não é critério para o que nos interessa aqui.

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