Problemas críticos e escríticos

by escrever como?

O escrevinhador sofre como o comum dos seres humanos, é um facto. Porém, por tara literária ou simples insegurança, tem tendência a reflectir o sofrimento naquilo que escrevinha.

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“Podemos aumentar a dosagem? Continuo a ter sentimentos.”

Ora, poucas coisas o atormentam como a rejeição dos escritos por parte dos leitores ou as dúvidas sobre a qualidade dos textos.

Conforme o momento ou o temperamento, umas vezes está convencido de ter feito uma grande coisa, outras vezes receia que muito pelo contrário, tem dias que culpa o mundo por votarem-no ao anonimato, e tem noites que se convence que não tem, nem terá nunca, valor algum.

O discurso quase que era interessante. As pessoas começaram a acomodar-se e a fingirem interesse.

O discurso quase que era interessante. As pessoas começaram a acomodar-se e a fingirem interesse.

Quando vai a uma dessas tertúlias de poesia ou publica um opúsculo, recebe as ovações da praxe, palmadinhas nas costas, talvez ouça sinceros elogios de amigos e familiares, mas não precisa de ser cínico para perceber que uma voz crítica seria o melhor tributo ao seu esforço: alguém que o lesse, apreciasse e emitisse um juízo. Favorável ou não, o importante é que fosse fundamentado.

-2500 cientistas dizem que somos responsáveis pelo aquecimento global. -Gostaria de ouvir uma segunda opinião.

-2500 cientistas dizem que somos responsáveis pelo aquecimento global.
-Gostaria de ouvir uma segunda opinião.

Mas críticas fundamentadas são como as boas obras: exigem conhecimento, dedicação e talento.

Assim, resta ao escrevinhador desenvolver um espírito auto-crítico. E, como é óbvio, de forma construtiva.

"Lá está o Williams outra vez...tentando ganhar

“Lá está o Williams outra vez…tentando ganhar apoios para a sua teoria do Little Bang”

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