Para quê correr?

by escrever como?

 Aperfeiçoar o estilo não é tarefa fácil, nem é preciso ser um génio para saber isso.

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O que igualmente se sabe, e diz-se menos, é que se trata dum esforço doloroso como aqueles exercícios físicos que exigem técnica e repetição para resultarem bem, satisfazendo quem o pratica. Ora, em ambos os casos a grande maioria fica-se pelos mínimos para sossegar a consciência e acreditar que, apesar de tudo, chegará à boa forma.

Níquel na Pré-História

Imagino que é por isso que se vê cada vez mais gente a participar em maratonas, meias-maratonas e outras fracções de maratona: afinal, o que conta é participar e tal e tal. Claro que se pode perguntar para quê o esforço duma prova de atletismo em meio urbano, se com esforço e alguma criatividade pode caminhar por montes e vales num fim-de-semana. Talvez por ser algo cínico, sem maldade, nem intenção, entendo que a resposta anda para os lados da mediatização, dos fenómenos de massas, das modas e tendências que preenchem os espaços de debate e da criação.

Na escrita observa-se algo semelhante: muito escrevinhador sente-se satisfeito por participar em tertúlias, colectâneas e concursos, aceita o elogio fácil e tenta não se melindrar com as críticas maldosas. O que até pode ser muito reconfortante, claro, mas não resulta em aperfeiçoamento.

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A VIDA em oito passos simples
1-2-3-4-5-6-7- 8: repetir passos de 1 a 7 até que a morte o leve.

E, tão ou mais importante: cadê o grãozinho de loucura? Onde a sedução

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