Escrever como quem amordaça a emoção?!

by escrever como?

O último post suscitou algumas dúvidas por parte de leitores, que sintetizo deste modo:

1482994_428745710587026_1084041178_n

—para quê tanta ênfase contra a emoção-espontaneidade, se é esta que alimenta a veia poética?

—qual é a recomendação que faço, afinal, a propósito da utilização da métrica e das rimas?

—se quando digo que o “pulso exercitado, o olhar perspicaz, a mente crítica” são indispensáveis, não estou a propor uma qualquer ‘escola’ ou corrente poética, já que a mente crítica pode ser entendida de um modo que contradiz o sentimento ingénuo, o impulso, a própria paixão?

1959378_610458389026929_1752449537_n

-Quando é que lá chegamos?     viagem em família para a Iluminação

Reconheço-me sempre devedor de quem se presta a ler e reflectir sobre os textos aqui publicados, mais ainda quando alguém se incomoda em dar-lhes réplica. A primeira questão creio que foi respondida ao longo de vários posts publicados em diferentes alturas, a terceira até um certo ponto também, mas a segunda não de todo.

Durante a próxima semana tentarei esclarecer o melhor possível o que penso em relação às três questões.

Porém, tenho de reconhecer ser sempre complicado este tipo de considerações sem referência às leituras de uns ou de outros e aos escritos deles mesmos.

La lectora, de Federico Faruffini.

A leitora, de Federico Faruffini.

 

Aos leitores que levantaram estas questões, perguntei o que andam a ler, o que andam a escrever, e isso por duas grandes razões: a primeira, porque é mais fácil esclarecer uma dica, um tópico, fazendo referência a poemas, neste caso, e autores (daí, muitas vezes citar trechos de autores conhecidos); a segunda, analisando a produção escrita do próprio, posso exemplificar melhor o que pretendo dizer.

29826297_640

Anúncios