Curto ou longo?

by escrever como?

Escrever uma narrativa de longa duração pode parecer um desafio exigente para o escrevinhador principiante na área da prosa. E é. Mas qualquer variante é igualmente exigente, senão mais.

Na verdade, a ‘longa duração’ tem menos a ver com o número de páginas do que com a exigência de contar uma estória, utilizando o escrevinhador todos os recursos que possa ter identificado nas leituras de obras alheias.

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Precisamente por ser uma narrativa ‘longa’, as dificuldades são menos complicadas de ultrapassar do que na escrita de contos, por exemplo, onde cada linha tem um ‘peso’ proporcionalmente maior. Mas também não é certo: há quem desenvolva uma capacidade apurada para estórias curtas, com mérito e prazer. Porém, há quem tente escrever contos só por entender que não tem resistência e assunto para escritos de maior volume.

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“Era uma vez havia um pato. O pato morreu. Fim.” ESTÓRIAS EXTREMAMENTE CURTAS.

Entre outras vantagens, na longa narração o escrevinhador pode perceber melhor seus limites, suas fraquezas e forças, assim como as exigências do ofício.

Uma das fraquezas mais comuns é a do escrevinhador perceber que a estória, com suas personagens e enredos, não tem assim tanto para contar. Se não tem, não tem: pode ser que tenha em mãos uma narrativa bem construída e que satisfaça o propósito de contar uma boa estória de modo interessante. O número de páginas não importa, se o resultado satisfaz o escrevinhador.

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Porém, ele pode constatar, a meio ou no final, aquilo que já adivinhava antes de começar: apesar de interessante, pode ser melhor. Muito melhor. Mas precisa de tempo e de disposição (veja-se o exemplo de Eça de Queirós: do conto Civilização resultou A Cidade e as Serras).

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